XII Encontro de Iniciação Científica da FA7

Anais

A contribuição da educação ambiental na formação de pedagogos

Relato de Pesquisa
Autor Principal: INAIA VIANA DE CARVALHO
Área: Pedagogia
Professor Orientador: Nayana de Almeida Santiago
Outros Autores:
Nayana de Almeida Santiago

Resumo

Refletindo sobre o papel da educação e das escolas na formação de cidadãos, considerando que “por meio da educação o indivíduo aprende a pensar, resolver problemas da vida, se torna mais feliz e rico interiormente e socialmente”, afirmação de Santos (2012), tendo como base os pensamentos do educador Rubem Alves, surgiram indagações sobre a 'presença' da Educação Ambiental no ensino brasileiro. Os temas “meio ambiente” e “desenvolvimento sustentável” são mais abordados no ramo de produção – indústria, agropecuária. Mas bem se sabe que a produção e os meios de produção são criados, desenvolvidos e melhorados por profissionais, onde se estes fossem ambientalmente educados desde cedo não teriam grandes dificuldades em criar, desenvolver e melhorar processos produtivos eficientes e de forma a reduzir os impactos diretos e indiretos ao meio ambiente resultantes dessa produção. Na Constituição Federal de 1988 no art. 225, inciso VI diz para “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”. Em síntese, principalmente no campo formal, o conceito de educação ambiental vem sendo discutido e dado como uma educação voltada para valores e conscientização ambiental de indivíduos de forma interdisciplinar, ou seja, dissolvida nas demais disciplinas que compõem o currículo da educação brasileira. Assim, os conceitos e valores trazidos e reproduzidos na educação ambiental devem estar distribuídos e serem construídos com os alunos durante as aulas de português, matemática, ciências, história e as demais. A questão é: como inserir nas escolas a educação ambiental de forma integrada e sem afetar radicalmente o método educacional atual? Para pensar e responder tal pergunta é interessante entender historicamente as ações do homem e as problemáticas ambientais existentes, conhecer as legislações que tratam sobre meio ambiente e suas relações, ter ciência do que é e como pode ser trabalhada a educação ambiental, e listar e analisar os critérios, conteúdos e valores, mesmo que de forma geral, inseridos no currículo dos cursos de pedagogia. Em 2009, ao conceder uma entrevista ao Educar para crescer, sendo questionado sobre melhorias no preparo dos professores, Rubem Alves disse que “A alma de tudo é o professor. Não adianta programas novos, novas leis, se o professor tiver a cabeça velha”. Pode-se estender essa afirmação e perceber assim que para educar ambientalmente uma criança é necessário que o seu professor seja um ser ambientalmente consciente, compreenda e enxergue a interdisciplinaridade da educação ambiental, sua importância e as inúmeras possibilidades de repasse e construção de conhecimentos relacionados. Por exemplo, é preciso que o professor de geografia aprenda e veja a importância da geografia para então ensiná-la, o mesmo deveria ocorrer com a educação ambiental. Diante disso, percebe-se a necessidade de analisar a presença dessa educação de forma interdisciplinar no currículo para a formação de pedagogos e as possibilidades de transposição de tal conhecimento na prática pedagógica escolar, pois acredita-se que apenas com um currículo que preserve e mantenha de fato a educação ambiental presente e perceptiva, forma-se pedagogos capazes de atuar como educadores ambientais independente das séries que ensinam e das disciplinas que realmente ensinam. Conclui-se que é preciso uma análise prévia, como passo inicial, afim de conhecer a estrutura atual do currículo da formação de pedagogos, para que assim seja possível agregar a educação como base dessa formação, acreditando-se que apenas mudando a verdadeira base da educação – formação de pedagogos – será possível garantir a formação de cidadãos conscientes e sensíveis às questões relacionadas ao meio ambiente.