VII Encontro de Iniciação Científica FA7

Anais

EMANCIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Relato de Pesquisa
Autor Principal: Luciana Viana Rodrigues
Área: Administração
Professor Orientador: Ana Paula Rabelo

Resumo

O presente ensaio visa apresentar uma reflexão sobre a emancipação da mulher através dos tempos. Considerando o período histórico contido da I Guerra Mundial aos dias atuais. Para a elaboração do contexto histórico e social foram realizadas pesquisas bibliográfica e documental no sentido de levantar dados consistentes para a caracterização da participação da mulher tanto política quanto no mercado – principalmente em cargos de chefia. A partir da I Guerra Mundial, as mulheres tiveram que assumir a posição dos homens no mercado de trabalho, tendo que administrar negócios da família, o qual era responsabilidade da figura masculina, já que eles se encontravam a frente de batalha. Com a ausência dos maridos, as mulheres não só assumiram os trabalhos domésticos, mas passaram a ser as responsáveis pela sobrevivência familiar o que ainda era uma situação complicada, pois elas não tinham muitos conhecimentos específicos sobre as funções que os maridos exerciam. O mesmo fato se repetiu na II Guerra Mundial, fixando, assim, a presença feminina no mercado de trabalho. Com a consolidação do sistema capitalista e com o avanço tecnológico, a mão-de-obra da mulher também foi aproveitada no setor industrial. Mesmo existindo leis beneficiando-as, as explorações perduraram por muito tempo. Apesar de conquistar o seu espaço no mercado de trabalho, com a evolução dos tempos modernos, a discriminação continuava em evidência entre ambos os sexos, como a carga horária, o salário, as condições do trabalho. Durante a Revolução Industrial, houve um aumento exacerbado da participação feminina e infantil nas fábricas por serem mãos-de-obra baratas. As mulheres eram obrigadas há trabalhar 17 horas por dia em condições insalubres e eram submetidas a receber salários de até 60% menores que os dos homens. Nessas circunstâncias, o feminismo começou a se fortificar juntamente com o movimento operário da época. Em 08 de março de 1857, em Nova York, aconteceu um movimento grevista feminino requerendo melhores condições de trabalho e aumento de salários. A comemoração do dia internacional da mulher teria sido motivada por um incêndio provocado na fábrica Triangle Shirtwaist, localizada na cidade de Nova York, registrando 129 mortes de mulheres trabalhadoras que estariam trancadas na fábrica durante o incêndio. A luta das mulheres por melhores condições de trabalho motivou a luta de todos os trabalhadores, mulheres e homens. O processo de melhoria de condições de trabalho passou por uma construção – inclusive - da defesa dos direitos humanos. Uma sociedade que não pensa na qualidade de vida do trabalhador(a) não pode pensar com dignidade e ética no desenvolvimento de sua nação. Foi pensando nisso e na qualidade do trabalho que foi dado às mulheres melhores condições para que elas se apresentem com mais vigor, mostrando, assim, melhor desempenho. Uma problemática se coloca para a mulher emancipada. O exaustivo trabalho fora de casa não impede que a figura feminina continue sendo cobrada por ter que exercer o papel doméstico e materno também. Apesar das melhorias das condições, ainda há o preconceito, cabendo às mulheres os piores empregos, muitas vezes por acharem que os homens se destacam independente do papel social ou do cargo ocupado, somente pelo fato de ser homem. A mudança desta realidade já começou, mas, por ser um problema de ordem cultural, é uma transformação que demanda tempo e muita luta. Somente na década de 1970 a mulher trabalha para a sua emancipação. É compreendida por emancipação a extensão dos direitos adquiridos por elas ao longo de muitos movimentos feministas, os quais desafiaram as ordens machistas conservadora com suas primeiras manifestações, no qual colocava a mulher como subordinada ao lar, cabendo a ela somente parir, criar, educar, cuidar do lar e do marido, sendo postas como inferiores aos homens, não tendo o poder de escolhas nem decisões em nada em suas vidas, que até hoje ainda são recorrentes em algumas famílias. A mulher luta pela conquista de seus direitos, na busca de autonomia e igualdade com os homens, vivendo liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Na luta pelo reconhecimento e aceitação no mercado de trabalho sem, no entanto, deixarem de suas atividades domésticas. Hoje elas já são a maioria populacional e as estatísticas mostram que elas vêm conseguindo emprego com mais facilidade com seu rendimento crescendo a um ritmo mais acelerado que o dos homens. Mesmo com todas as evoluções da mulher no mercado de trabalho, ela ainda encontra-se em desvantagem em relação ao sexo oposto, pois continua existindo muito preconceito e discriminação. Hoje muitas mulheres se privam desse sentimento, preferindo empenhar-se mais para mudar essa situação a seu favor não só no mercado de trabalho, mas também no ambiente doméstico, dividindo as responsabilidades e as tarefas domésticas com seus maridos. Consequentemente mudando a maneira de agir e de pensar das próximas gerações, considerando que elas ainda têm o desejo de terem filhos um dia. E esta nova geração, por sua vez, terá outra maneira de encarar a sociedade e o valor que a mulher tem. Palavras-chave: Gênero, Trabalho, Emancipação Referências MUNDO das Tribos: banco de dados. Disponível em: http://www.mundodastribos.com/como-surgiu-o-dia-internacional-da-mulher-historia.html RECANTO das Letras: banco de dados. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2847529