VII Encontro de Iniciação Científica FA7

Anais

Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho

Relato de Pesquisa
Autor Principal: Renan Chaves Rolim
Área: Administração
Professor Orientador: Ana Paula Rabelo

Resumo

O padrão etário das atividades femininas move-se em direção a um padrão similar aos observados nos países desenvolvidos, onde se verifica a manutenção do nível elevado de participação feminina em idades mais avançadas, em torno de 50 anos. Com isso fica ainda mais perceptível que as mulheres não se afastam mais do mercado de trabalho, devido, ter filhos, mostrando que cada vez mais buscam sua independência. Houve um aumento generalizado da participação de mulheres cônjuges com filhos, no mercado de trabalho, embora, tenha sido acompanhada de uma elevada taxa de desemprego pela falta de oferta de postos de trabalho para este mercado feminino. Atualmente as mulheres que não conseguem trabalho dificilmente retornam a inatividade, diferentemente de décadas passadas. Enquanto se teve uma queda na media de pessoas por domicilio, houve uma elevação nas taxas de mulheres que trabalham, considerando, apenas, aquelas que são remuneradas. O aumento da participação da renda da mulher na renda domiciliar é uma das conseqüências de sua inserção no mercado de trabalho, do que do aumento de sua remuneração, principalmente, em casas em que o homem encontra-se desempregado. Mas há uma ajuda ainda maior na renda domiciliar, quando se pode contar com aposentadorias e/ou pensões que se somem ao rendimento médio familiar, ajudando no aumento da renda. A diferença de rendimentos entre homens e mulheres tem sido uma característica marcante das desigualdades de gênero, e essa diferença vem diminuindo. Nos estratos de renda, não muito baixos nem muito altos é onde ocorre maior proporção de domicílios com mulher que trabalham; são as mulheres desses domicílios que mais contribuem para a renda domiciliar e são responsáveis, também, por maior parcela dos rendimentos provenientes do trabalho. A elevação da inflação contribuiu para aumentar a desigualdade da distribuição de renda que atingiu um ápice em 1989. Colocando o Brasil na triste posição do país mais desigual do mundo, entre aqueles que tinham dados confiáveis sobre distribuição de renda (Hoffmann, 2002). Nesse contexto econômico, interessa avaliar a evolução da desigualdade de renda e, particularmente, a contribuição dos rendimentos das mulheres para essa desigualdade. As rendas das mulheres foram avaliadas comparativamente com a renda dos homens para, que fosse possível avaliar a contribuição da mulher nessa desigualdade de renda. Apesar da redução de participação dos homens na renda total constatam-se aumentos de participação dos rendimentos das mulheres, bem como de aposentadorias e pensões. No caso específico da mulher, sua contribuição na renda domiciliar aumentou de forma relativamente regular, aumentando 8,1% entre os anos de 1981 e 2002. A contribuição do peso da parcela das mulheres para a desigualdade teve crescimento constante, variando de 16,7 para 24,9% no período considerado. Não obstante, a razão de concentração do rendimento do trabalho das mulheres supera o índice de Gini em todos os anos, ao contrário da razão de concentração do rendimento do trabalho dos homens e mesmo das aposentadorias e pensões, indicando a diversidade de parcelas de renda domiciliar associadas ao trabalho feminino, que reflete não apenas a desigualdade dos proventos obtidos pelas mulheres, mas também a localização dessas mulheres que trabalham nos estratos domiciliares definidos pela renda per capita.