VII Encontro de Iniciação Científica FA7

Anais

NÃO É MAIS TEMPO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Relato de Pesquisa
Autor Principal: Monike Mesquita Silva
Área: Administração
Professor Orientador: Ana Paula Rabelo e Silva

Resumo

Monike Mesquita Silva Amanda Ximenes Santos Rayanara Rodrigues Santos Resumo: O presente ensaio tem como objetivo descrever o papel da mulher na sociedade desde os tempos históricos, na década de 40, onde a mulher era considerada um ser frágil e incapaz de assumir a chefia de uma família, e somente tinha a função de reprodutora, até a sociedade atual, focando, principalmente, nos vários tipos de violência: violência física, violência sexual, violência psicológica, violência doméstica e violência institucional. Historicamente, a mulher tem papel secundário na sociedade, sendo considerada como adereço em muitas sociedades e, mesmo no Brasil, em muitos tempos históricos. As regiões norte e nordeste são as que mais fortalecem a imagem do homem como provedor, chefe de família. Isso dá a ele direitos além da administração familiar, fazendo com que a mulher se submeta a agressões físicas e psicológicas. É considerado violência, qualquer conduta que omite discriminação, agressão, que cause danos, mortes, constrangimentos, sofrimentos de modo geral. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados. Esses tipos de agressões acontecem porque em nossa sociedade muitas pessoas ainda acham que a violência é a melhor maneira para resolver um conflito, e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. Mas o papel da mulher na sociedade mudou. As mulheres de hoje são mais independentes, elas conseguem conciliar o trabalho com as obrigações domésticas, e não precisam ficar em casa enquanto seus maridos saem para trabalhar. As mulheres têm se manifestado cada vez mais sobre seu espaço na sociedade. Reclamando sobre seus direitos e a sua participação ativa na lei. O termo Direitos da Mulher atribui-se à liberdade inerente e reinvindicada pelas mulheres, direitos ignorados ou ilegalmente omitidos por leis ou por costumes de uma parte da sociedade. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres têm direito à vida, direito à liberdade e à segurança pessoal,direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação,direito à liberdade de pensamento,direito à informação e à educação,direito à privacidade,direito à saúde e à proteção desta,direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família,direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los,direito aos benefícios do progresso científico,direito à liberdade de reunião e participação política,direito a não ser submetida a torturas e maltrato. A Lei Maria da Penha, desde que revogada, é considerada uma proteção às mulheres que sofrem maus tratos em casa pelos seus maridos, rompendo com o velho ditado "em briga de marido e mulher, ninguém bota a colher". Pois antes da lei, a Justiça não podia intervir no lar, não conseguindo pegar o agressor em flagrante. Mas ainda há muito que melhorar, pois os que praticam a violência contra as mulheres costumam sofrer pouca ou nenhuma punição. A violência contra a mulher acarreta em sérios problemas para a sua saúde física e mental. Mulheres que sofrem abuso têm uma tendência maior a sofrer de depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, problemas de alimentação e disfunções sexuais. E em relação à profissão desfavorece as empresas, em termo de produtividade e perdas de remuneração para as mulheres, devido aos dias de faltas no trabalho. Além de problemas sociais, a violência está ligada também a um problema de saúde pública. Pois ela gera custos indiretos para toda a sociedade. E ainda representa um escoamento na força de trabalho produtiva, gerando um clima de medo e insegurança. Por mais que o assunto seja muito discutido nos dias atuais, a maioria das mulheres violentadas física ou moralmente, não tem coragem para denunciar o agressor, pois denunciado ela estaria se protegendo contra futuras agressões, e servindo como exemplo para outras mulheres, porque enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não haverá soluções para o problema. Debateremos os motivos reais da mulher que sofre calada. A denúncia é o primeiro passo para que o Estado possa criar mecanismos para defender as mulheres de seus agressores, contudo, não é criada uma condição apropriada para que elas se sintam seguras. Nem há quantidade suficiente de delegacias no estado do Ceará, nem há delegadas para atender em todos os turnos. Essa é mais uma luta dos movimentos sociais. Palavras-chave: Gênero, Violência, Lei Maria da Penha Referências: SOBRE a violência contra a mulher. Portal Violência contra a mulher. Disponível em: http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1213&Itemid Acessado: em 11 de maio de 2011. CUSTOS da Violência. Associação de Mulheres contra a Violência.Disponível em: http://www.amcv.org.pt/amcv_files/violencia/custosviolencia.html Acessado em: 11 de maio de 2011. PAPEL da mulher na sociedade. Disponível em: http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology/1653449-papel-da-mulher-na-sociedade/ Acessado em 11 de maio de 2011.