XI Encontro de Iniciação Científica da FA7

Anais

O papel do professor na mediação de conflitos na Educação Infantil

Artigo
Autor Principal: ALINE BÁRBARA DE ALMEIDA MAIA
Área: Pedagogia
Professor Orientador: Luciana Gomes
Outros Autores:
Malu Weyne

Resumo

O presente artigo tem o objetivo de investigar sobre a forma como o professor pode atuar na mediação de conflitos na educação infantil, numa perspectiva Walloniana. A educação infantil compreende o período em que a criança tem entre 3 e 6 anos de idade. Para Wallon, neste período a criança está na fase do personalismo, ou seja, construindo a personalidade. Como afirma Galvão: se trata de um período no qual se dá início a construção do “eu” da criança, é comum nesta fase o surgimento de conflitos interpessoais, pois a criança começa a ignorar tudo o que faz parte do “não-eu”, enquanto busca a afirmação do eu. Desta forma, estes conflitos são importantes para o processo de individuação da criança, pois a partir das interações sociais, a criança começa a identificar o que é seu e o que está externo a si. Para fortalecer a própria personalidade, a criança nega o que faz parte do não eu. Como todas estão na mesma fase na escola, é comum a ocorrência de conflitos. Neste sentido, o professor atua como um mediador, identificando os conflitos e ajudando as crianças na solução dos mesmos. O professor favorece essa mediação por ser alguém que é capaz de pensar de forma racional e não apenas com base na emoção, como ocorre com as crianças. Realizamos uma pesquisa com base nos principais autores: Galvão (1995) e Wallon (1879-1962). Concluímos, com estas análises que o professor atua favorecendo reflexões às crianças, a partir das situações de conflitos. O professor deve ser capaz de agir de forma racional e possibilitar que estes conflitos sejam fundamentais no processo de desenvolvimento da criança, para que ela possa construir sua personalidade de forma plena.