XI Encontro de Iniciação Científica da FA7

Anais

Da Espiritualidade ao Terror

Artigo
Autor Principal: Pedro Israel Saraiva de Azevedo
Área: Pedagogia
Professor Orientador: Emanuel Ricardo Germano Nunes

Resumo

O século XVIII é, sem dúvida, o século das luzes, o século da razão. Nesta época, muitos se propuseram a solucionar os problemas vigentes por intermédio da racionalidade, afastando-se do caráter teológico que, outrora, dominou o intelecto humano. Todos os valores existentes deveriam ser submetidos ao julgo da razão, ao julgamento implacável que apenas a consciência desprovida de preconceitos, intolerância, tradição e ignorância estaria apta a fazer. A razão, opondo-se ao Império do fanatismo e da intolerância, fundaria para sempre o Império da Luz, da verdade, da clareza e equidade. Tendo como aporte o famigerado “Dicionário Filosófico” de Voltaire, publicado originalmente em 1764, quatorze anos antes de seu falecimento, procurarei sobrevoar os paradigmas propostos pelo filósofo, mantendo, no entanto, e para o bem da verdade, as múltiplas perspectivas, sob as quais a problemática pode/deve ser investigada. Apresentarei, logo no início, os oito dispositivos que permeiam a problemática da “Religião”, cuja característica central é a possibilidade do homem, apesar de sua crença, poder refletir sobre as irracionalidades e superstições apregoadas pelas religiões que são contrárias à natureza racional do homem e à própria inteligência universal. Em seguida, trabalharei a perspectiva da “Superstição”, apresentando as duas seções propostas pelo autor, tendo como destaque à primeira seção, cujos ditames foram extraídos de Cícero, Sêneca e Plutarco. Por fim, porém não menos importante, debruçar-me-ei sobre as fraquezas e erros constitutivos do homem, apresentando-lhes a problemática da “Tolerância”.