PENSADORA DO SEMESTRE

2019.2


H annah Arendt é uma pensadora de uma produção tão intensa e plural que se torna difícil classificá-la. Cientista política, professora, jornalista e escritora, nasceu em 1906, na Alemanha, e construiu uma obra a partir de uma vida de paixões, pautada pela coragem e pela independência. Fugiu dos tempos sombrios do nazismo em 1933, chegou a perder a nacionalidade alemã, tornando-se apátrida, e adotou cidadania norte-americana.

Nas tramas do pensamento, refletiu sobre inúmeras e profundas questões, dentre elas: o pluralismo político, a violência, a liberdade, a capacidade de julgar e a condição humana, sempre atenta à ideia de tolerância e respeito às diferenças. De uma visão apuradíssima, conseguiu ver, inclusive, elementos totalitários em democracias modernas e a banalidade no lado mais perverso do exercício do mal.

Ao longo da vida, publicou obras históricas, como A condição humana (1958), Origens do totalitarismo (1951) e Eichmann em Jerusalém (1963). Outros livros foram publicados postumamente, como A vida do espírito (1971) e a conferência Liberdade para ser livre (1960).

Arendt morreu em Nova York, em 1975, aos 69 anos deixando um legado de inquietação e sabedoria que estimulará as palestras dos convidados para debater seu percurso intelectual na programação do programa “Pensadora do Semestre”.

Sob orientação da professora Eulália Camurça, os encontros sobre Hannah Arendt acontecem no auditório do Direito (2º andar), às 17h, conforme a programação que se segue.

Entrada e inscrição gratuitas (box abaixo); cada encontro vale 3 h/a de atividade complementar.

  • 28 de agostoO direito em Hannah Arendt

    Odílio Alves Aguiar (UFC)
    Doutor em Filosofia (USP); mestre em Filosofia (UFMG); professor-titular de Filosofia (UFC).
  • 26 de setembroA resistência e banalidade do mal

    Luiz Fábio Paiva (UFC)
    Doutor em Sociologia (UFC); mestre em Sociologia (UFC); professor de Sociologia (UFC) e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV).
  • 23 de outubroA face trágica do totalitarismo e o mundo contemporâneo

    Maria Cristina Muller (UEL)
    Doutora em Filosofia (UFSCar/SP); mestra em Filosofia (PUCPOA); docente do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina (PR);
    Ricardo George de Araújo Silva (UEVA) Doutor em Filosofia (UFC); mestre em Filosofia (UFC); professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UEVA).
  • 28 de novembroO pensar, o querer e o julgar em Hannah Arendt

    Lucas Barreto (IFCE)
    Doutorando em Filosofia (UFMG); mestre em Filosofia (UFC); professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará.